Amor na Veia

Juliana Camargo, fundadora da ONG Ampara Animal, bate um papo conosco sobre ativismo social, proteção aos cães e gatos, e dá dicas para quem planeja adotar.

Você sempre teve uma relação de afeto com animais?

Sou do interior do Paraná e minha história com animais vem da infância. Meu avô cuidava dos passarinhos que apareciam pela casa e colocava para correr os meninos que vinham com estilingue para matá-los. Minha mãe também é uma mulher muito sensível e ajudava a alimentar animais na região, sempre foi de abraçar e beijar os animais que encontrava. Muito desse meu lado vem dela.

 

Qual é a sua primeira recordação de um cachorro?

O Pimpo e o Jumbo são minhas maiores lembranças de infância. Foi com eles que aprendi a conhecer o íntimo de um animal e o verdadeiro amor incondicional. Mas foi na fase adulta que esse amor pelos animais se expandiu.

 

Como surgiu a ideia de fundar uma ONG?

Sempre quis mudar o mundo e fazer dele um lugar melhor. Minha alma é inquieta e estou sempre criando algo, desenvolvendo idéias para mobilizar pessoas. Esse desejo incansável de empreender socialmente é o que me move e deu origem a AMPARA.

 

Porque decidiram expandir para ajudar animais silvestres?

Se de um lado (com cães e gatos) existe o problema da superpopulação, com animais silvestres falamos de extinção, seres que possuem papéis biológicos importantíssimos e que estão desaparecendo massivamente. Quando o trabalho da AMPARA já estava maduro com cães e gatos, após seis anos, decidimos ampliar a atuação, e hoje, após quase 4 de AMPARA Silvestre, estamos apenas engatinhando, com muito aprendizado sobre essas espécies em suas individualidades e necessidades.

 

O Brasil é um país pet friendly?

O país vem se tornando um lugar mais receptível com animais e se adaptando às necessidades dos consumidores que possuem cães e gatos, e os consideram membros da familia. Somos o terceiro maior mercado Pet do mundo e nos lares brasileiros temos mais cães do que crianças. A população está forçando essa mudança e exigindo leis, como a que autoriza animais em transporte público, por exemplo.

 

 

Quais dicas você daria para quem quer adotar um animal?

Antes de tudo, confira o que você precisa saber para se tornar um tutor de cão. Muitas vezes, o seu novo pupilo já tem uma bagagem de vida, considerando que o primeiro lar dele foi a rua. Todos os animais são resgatados, tratados e socializados, para depois serem doados. Além de ter muito amor e carinho para dar, o adotante deve estar ciente de alguns pré-requisitos essenciais: saber se toda a família aceita e verificar se alguém tem alergia, pois muitos animais são devolvidos por este motivo. Também é preciso checar se o condomínio ou residência, caso seja alugada, aceita animais. Depois disso é só entrar no processo de adoção em si, fazer entrevistas e encontrar o seu novo companheiro.

 

Você tem seus próprios amigos de quatro patas?

Vários! Tenho 4 gatos: Jujuba, Ícaro, Mia e Charlote, que moram comigo. De cães tenho a Mãezinha, em guarda compartilhada com meu ex marido, Pirata, Mel e Belinha, que vivem na sede da AMPARA, e a Nina, que mora com minha mãe no Paraná. Todos adotados em diferentes momentos da minha vida.

 

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