Stefan, Budha e Magoo

FOTOS: VICTOR COLLOR

TEXTO: CHANTAL SORDI

O paulistano Stefan Weitbrecht é um dos nomes por trás do restaurante Cozinha 212, que comanda ao lado do sócio, Victor Collor de Mello, há três anos. Avesso ao termo chef, ele conta que tudo começou como uma brincadeira entre amigos. “Começamos no apartamento do Victor, em São Paulo, que morava no número 212 de uma rua em Higienópolis. Lá, amigos se juntavam para degustar pratos recém-elaborados, coquetéis e conversas que iam madrugada adentro”, conta Stefan. Desses agitos, começaram a fazer pequenas experiências gastronômicas em Ilhabela, até serem convidados para a primeira operação como restaurante, em São Miguel dos Milagres, Alagoas, na temporada do réveillon de 2015/2016. “O jeito rústico conquistou pessoas que dão valor a essa forma de levar a vida, e isso deu forma ao restaurante. Inauguramos a Cozinha 212 em Pinheiros, em maio do mesmo ano, e hoje é perceptível como essa forma de trabalho caiu no gosto do bairro e da cidade”, explica. Hoje, Stefan divide seu tempo entre a Cozinha 212 e seu sítio onde cultiva diversos alimentos e cria seus cachorros, Budha e Magoo, companheiros inseparáveis.

Como o Budha e o Magoo chegaram na sua vida?

O Budha era um pequeno Bulldog da Carla, minha namorada, e de seus filhos, Manu e Lucas. Ele passou a viajar conosco nos finais de semana, ter novas aventuras, dias animados com churrasco, enfim… um caminho sem volta! Depois de uns anos e uns quilos a mais, o Budha já fazia o que bem entendia, passou a ter inúmeros apelidos, como Budeto, Moneco, Mow, Vaca… aos quais ele atende até hoje, o que obviamente levou a alguns protestos da família. O Magoo veio há um ano, como um presente da Carla. Ele chegou judiado, de um criadouro que não o vendeu e foi prejudicado, estava doente e traumatizado. Mas ele logo se juntou com Budha e sua recuperação foi muito melhor. Eles seguem grudados e o novato já atende também por Tutuki.

Já teve outros cachorros antes?

Eu cresci no mato onde já se teve de tudo: Pastor Alemão, Dobermann, Fila e muitos vira-latas. Hoje retornei ao mato e moro no sítio onde nasci, principalmente pelo cultivo do hortifruti para a Cozinha 212. São muitas lembranças, e a ideia é voltar a criar tudo isso, inclusive já temos galinhas e cabras!

Porque escolheu a raça Bulldog Francês?

Eles são muito parceiros. Claro que como qualquer cachorro, passam o dia atrás de esquilos, galinhas e coisas do tipo. É o passatempo dos caras, mas a natureza da raça é grudada com o dono. É uma delícia pelo companheirismo. Eles sabem até quando estamos saindo, já pulam pra dentro do carro, prontos para uma nova aventura. Sozinhos não ficam.

Qual a comida favorita deles?

Eles têm uma alimentação balanceada. Comem ração diariamente, mas o que agrada mesmo são os dias no mato, onde comem legumes crus na horta como couve ou alface, isso quando não estão pastando grama feito duas vaquinhas. Mas sem dúvida o apogeu da vida deles é quando tem churrasco e sempre sobra um pedaço de bife ou um tutano para roer.

Qual a sua opinião sobre a quantidade de empresas criando comida saudável para cachorros?

Acho interessante. É um mercado já bem aquecido, que tem desde brinquedos e acessórios ao regime alimentar. Porém, cada raça se adapta melhor a um tipo de alimento. Creio que, assim como as raças vêm se modificando, faz sentido a alimentação acompanhar os resultados dessa evolução. Não podemos esquecer que são animais que necessitam de ingredientes específicos, e que muitas vezes, embora uma comida saudável pareça a solução correta, se não estudadas corretamente podem levar a alergias e deficiências.

Quando você cozinha, eles te acompanham?

A questão é aonde eles não me acompanham! Os caras são muito carentes, se comunicam, participam e até roubam comida de cima da bancada! Por isso, infelizmente, dentro do restaurante eles são proibidos para manter a higiene e evitar possível destruição.

Por que é bom compartilhar a vida com cachorros?

Dizem que é o melhor amigo do homem. No caso destes dois, eles já são meio humanos. Depois da minha mudança para o interior, a companhia que me fazem é única. São duas sombras me seguindo, fazemos praticamente tudo juntos. Mas a melhor hora é a do chamego, quando estão cansados e se juntam no sofá para o aconchego.

Se eles fossem chefs de cozinha, quem seriam?

Olha, o clássico mestre francês, Alain Passard já costurou duas aves diferentes para servir o misto assado, e se renovou deixando de lado a cozinha de origem animal para trabalhar os leguminosos. Sem dúvida esse seria o tipo de banquete que os dois curtiriam.

O sócio do Cozinha 212 apresenta seu clã de dogs e seu sitio no interior de Saão Paulo.

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