Speto, Gennaro e Azul

Fomos conhecer a casa e os cães do grafiteiro, um dos principais representantes da arte de rua do país que abriu as portas de seu estúdio junto a sua mulher, Vera Aimee Nomura.

Paulo Cesar Silva, também conhecido como Speto, é um dos maiores nomes da arte de rua do país. Com mais de 30 anos de história, suas criações inspiradas na cultura brasileira já rodaram o mundo e são famosas pelo estilo único, que mescla elementos da xilogravura, do cordel, do punk e hip-hop. Quando não está trabalhando em um novo projeto ou exposição, o grafiteiro curte seu tempo com seus cachorros, Gennaro e Azul.

Gennaro é o terceiro buldogue francês de Speto, que é apaixonado pela raça. “Comprei ele há três anos. Antes tive o Chicão e a Frida Kahlo”, conta ele, enquanto mostra a casa em que vive com a namorada, Vera Aimée Nomura, e Azul, companheiro que adotou há 5 anos, das ruas da cidade. “Ele perseguiu a minha ex-mulher por 1 km e meio, atravessando farol e tudo mais. Acabamos levando para casa e não largamos mais.”

Speto sempre esteve cercado por cachorros e a sua primeira lembrança dos peludos vem de muito cedo, quando o artista tinha apenas 4 anos. “Era uma fêmea, a Princesa, que ficava no sítio do meu pai”, recorda ele, que teve uma pastora alemã chamada Coralina como seu primeiro cachorro oficial. “A Cora era muito brava e dava trabalho, mas fiquei com ela até a sua morte.”

Quando o assunto é adestramento, o artista não tem tempo ruim e acredita que não há grandes segredos na hora de educar seus cães. “É um teatro. Você tem que ter uma rotina e agir com o corpo, a voz e ir treinando. Eu gosto de adestrar cachorros e fui aprendendo aos poucos a fazer isso”, diz. Enquanto Azul é o bom moço da casa, dócil desde os primeiros anos, Gennaro é um pouco mais bagunceiro. “Ele é macho e castrado, então é mais serelepe”, revela ele, que também tem planos de trazer uma “frenchie” fêmea para completar a família. “Quero muito, mas vamos ver.”

Sobre a vida com cachorros, Speto prioriza a boa companhia e as energias que os animais trazem em momentos diferentes do nosso dia a dia. “A Frida, por exemplo, foi bem pontual para mim. Era um momento em que precisava cuidar de um cachorro, e também dessa alma feminina ao meu lado, então foi muito importante”, diz. “São os bichinhos que vão fazendo parte da nossa rotina, um por um, e assim você vai lembrando de todos eles, em cada momento ou fase da vida”, arremata.

Fotos: Tinko Czetwertynski

Texto: Chantal Sordi

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