Felipe Morozini e Julius

FELIPE E JULIUS
Do alto de seu apartamento no coração da cidade de São Paulo, o fotógrafo e multiartista Felipe Morozini, compartilha lembranças e memórias afetivas com seu dálmata há quase 17 anos.

Como Julius chegou na sua vida?
Julius chegou na minha vida dois anos depois que me mudei para o meu apartamento atual. Ele ficava em uma loja na avenida São João, que é uma área conhecida por ter antiguidades. Foi amor à primeira vista.

Como escolheu o nome?
Foi ele quem escolheu.

Quais são as características que vocês têm em comum?
Somos observadores, sonhadores e lúdicos.

Como é a personalidade do Julius?
Ele é tranquilão, adora sair, mas sair com as pessoas certas. Ele é um pouco introspectivo, sábio, carinhoso e gentil.

Ele é sociável?
As pessoas amam ele, principalmente as crianças, que o abraçam e o enxergam como o real cachorro que ele é.

Julius tem algum TOC?
Sim, ele fica horas imóvel olhando pela janela, em silêncio. Não sei se é um toque, mas é uma mania dele de acordar, subir no banco e ficar olhando o terraço Itália e o Copan.

Se Julius fosse um artista, quem seria?
Provavelmente o Salvador Dali pois as vezes ele fala coisas que não fazem o menor sentido. Ou o Hélio Oiticica porque uma vez ele falou “eu não sei o que eu estou fazendo, mas se eu soubesse talvez eu não faria”, que é uma frase famosa do Oiticica. Achei maravilhoso.

Ele costuma ficar sozinho?
Sim, muito, pois eu viajo bastante. Mas ele ama, na verdade. Ele acaba sendo o dono da casa, cuidando e protegendo dela. Ele é um grande guardião.

Julius já passou por vários lugares e experiências. Qual foi uma das mais inusitadas?
Ele já viajou comigo e passeou muito comigo, mas teve um trabalho que fizemos juntos que foi um tanto curioso. Ele tinha que ficar na vitrine do shopping JK Iguatemi tomando conta de uma luminária. Durante 24 horas Julius ficou dentro da vitrine, virado para a rua de um shopping. Ele odiou e pediu para eu nunca mais fazer isso.

Como observador nato de São Paulo, o que ele diz sobre a cidade?
Ele ama. Para Julius, São Paulo é um organismo vivo que está todos os dias em movimento e principalmente em transformação. Nos 17 anos em que ele morou aqui, imagina quantos prédios e mudanças ele não viu. Já o vi falando várias vezes: São Paulo, eu te amo.

Resuma Julius em 3 palavras.
Amigo, companheiro e testemunha.

Fotos: Felipe Morozini e Kenso Sanematsu

Texto: Chantal Sordi

O fotógrafo e multiartista Felipe Morozini compartilha lembranças com Julius, seu dálmata de porcelana.

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